A Empresa é especializada
em restituição de IR a dekasseguis
Golden Dream consegue restituição do IR japonês em
90% dos casos.
A maioria não sabe, mas o fato
é que é possível aos dekasseguis que trabalham no
Japão conseguir a restituição do Imposto de Renda
japonês, o Shotuku-zei, que incide mensalmente sobre
o salário bruto do trabalhador. Quem avisa é Akira
Sano, proprietário da empresa Golden Dream International,
que há dois anos presta serviços a dekasseguis que
voltam ao Brasil.
Passados cinco anos do período
trabalhado, o dekassegui perde direito à restituição
do Imposto de Renda japonês. Portanto, quem trabalhou
em 97 tem até o próximo mês de dezembro para dar entrada
ao recurso destinado ao recebimento do benefício.
Para reivindicar a restituição, é preciso que o dekassegui
tenha disponível uma série de documentos que comprovem
seu trabalho no Japão.
Segundo Akira Sano, 90% dos que
solicitam a restituição obtêm êxito. O processo demora,
em média, 90 dias. Em alguns casos, entretanto, quando
falta algum documento, a demora pode chegar a seis
meses. Sano explica que, dependendo do documento,
é possível obter a segunda via no Japão. O caso mais
difícil de ser solucionado é quando o dekassegui não
tem comprovante de residência (conta de água, luz,
telefone ou correspondência que indique o endereço
residencial no Japão). “Muita gente joga fora esses
comprovantes quando volta ao Brasil, mas é importante
guardá-los”, alerta.
O empresário cobra 30% do imposto
recebido e ressalta que, caso o recurso do dekassegui
não seja aprovado pela Receita Federal do Japão, isenta
o trabalhador do pagamento pelos serviços. “A cobrança
só é feita após o recebimento da restituição”, garante.
A Golden Dream International só atende clientes com
direito a restituição de IR correspondente a seis
meses trabalhados no Japão, no mínimo. Em média, segundo
ele, o valor a ser restituído por ano trabalhado é
de US$ 1 mil (R$ 3.000) para homens e de US$ 700 (R$
2.100) para mulheres. A diferença deve-se ao fato
de os salários dos homens serem superiores aos das
mulheres.
Previdenciário
Akira Sano salienta que, além
do Imposto de Renda, é possível ao dekassegui requerer
a restituição do Imposto Previdenciário (Koussei Nenkin),
mas neste caso, o prazo para reivindicar o pagamento
é de no máximo dois anos após o período trabalhado.
Segundo ele, o valor da restituição atinge 80% do
valor do Imposto Previdenciário pago no Japão. Nem
todos os dekasseguis contribuem porque este tributo
é pago só a quem vai se aposentar no Japão. Ainda
assim, de acordo com o empresário, algumas empresas
embutem o imposto no seguro social, descontado no
holerite do trabalhador. “Se o valor do seguro é maior
do que o normal, significa que o imposto previdenciário
foi descontado. Neste caso, é possível requerer a
restituição do tributo”, frisa.
Os interessados em mais informações
devem entrar com contato com a Golden Dream, que fica
em Santa Cruz do Rio Pardo – SP, pelo telefone (14)
372-1924 ou na Samitur, em Bastos, pelo telefone 445-1182.
Golden Dream firma parceria com Samitur
A Golden Dream
International tem parceiros em diversas cidades brasileiras
na prestação de serviços de restituição de Imposto
de Renda e Imposto Previdenciário do Japão para dekasseguis.
E em Bastos acaba de firmar parceria com a Samitur,
do empresário Shiouzi Mizuma.
Akira Sano destaca que “a ação
conjunta com a Samitur proporcionará maior eficiência
no serviço de solicitação de restituição de tributos
japoneses aos dekasseguis de Bastos”. Ainda segundo
ele, Shiouzi Mizuma já tem disponível a relação de
todos os documentos necessários para que o trabalhador
requeira esse benefício”.