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Golden Dream - Quarta-Feira, 10 de Março de 2010

» História do Japão


Princípio da Monarquia

     A família imperial japonesa mantem-se de forma contínua no trono desde o princípio do período monárquico, no século VI a.C. Os imperadores traçam sua ancestralidade até o mítico reinado de deuses sobre a terra, dos quais seriam descendentes. O Imperador Jimmu é o primeiro mortal da linhagem imperial. Na prática, uma migração de famílias provavelmente coreanas (dos quais a língua japonesa é aparentada) e/ou chinesas (dos quais sua escrita é derivada) para o Japão ocorrida pouco antes, teria formado comunidades grandes o suficiente e culturalmente identificadas entre si, que teriam se unido sob um monarca nos moldes do sistema político de seus países natais. A partir de então, o poder imperial teria se extendido aos povos nativos pela assimilação ou conquista militar.

Feudalismo

     A acumulação de grandes extensões de terra em mãos de particulares possibilitou a ascensão dos administradores locais, os Daimyo. À medida que suas terras eram removidas das listas de impostos, aumentava a renda dessa classe social. Gradualmente, os administradores começaram a repelir a interferência de funcionários provinciais e centrais e criaram forças próprias para manter a ordem em suas áreas. Assim, o século X foi de completa desordem. Os aristocratas de Quioto não tinham poder algum para fazer cumprir as ordens fora da capital, já que os antigos exércitos haviam degenerado e os novos tinham-se tornado uma espécie de asilo onde os nobres bem relacionados ocupavam sinecuras (emprego rendoso e que não obriga a trabalho).

      Em alguns lugares, o próprio povo armava-se para proteger-se. Os "oficiais de pacificação", designados pelo poder central, pouco podiam fazer, pois não contavam com o apoio local. Acelerou-se a fragmentação do poder.
Em 1156 uma disputa sucessória trouxe os guerreiros rurais para a capital, onde se estabeleceram. As grandes ligas de guerreiros eram chefiadas por famílias que se consideravam de ascendência imperial. Era prática enviar os filhos mais novos do imperador ao campo, quando não havia mais lugar para eles na corte; por determinação dos códigos, deviam mudar de nome após seis gerações; assim, no século X, os guerreiros se afiliaram a duas grandes ligas, lideradas pelas famílias Minamoto e Taira, que se diziam imperiais. A luta irrompeu em Quioto em 1156 e 1159.

      A primeira guerra - a da era Hogen - foi provocada por uma disputa sucessória, após a morte do imperador Toba, que tentou levar ao trono seu quarto filho Goshirakawa em vez de permitir que seu filho mais velho, Konoe, permanecesse como imperador. Venceram os partidários de Goshirakawa e os líderes da oposição foram executados. Goshirakawa reinou até 1158, quando se retirou, iniciando-se a segunda guerra local..

Unificação

     No século XVI ainda perdurava a desordem e a desfragmentação no Japão, que chegou a ter, de 1335 a 1392, duas cortes imperiais. Mas, ao final do século XVI, alcançara substancial unificação, ou pelo menos a pacificação. Isso foi obra de três grandes generais: Oda Nobunaga, Toyotomi Hideyohi e Tokugawa Ieyasu. Homens de grande capacidade militar criaram uma base estável para o exercíto da administração Tokugawa, que durou até 1867.

 

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