1. Não tropece
nos próprios pés.
Gastar menos do que se recebe
é a base de qualquer orçamento. Uma regra
tão simples e tão óbvia que pode
parecer uma tolice falar dela aqui. Mas há muitas
pessoas, entretanto, que se enrolam com dinheiro, fazendo
dívidas desnecessárias e criando um buraco
cada vez mais fundo do qual torna-se cada vez mais difícil
sair.
Viver na "pindura" é um sério
risco, que pode trazer conseqüências graves,
pois quando houver uma emergência, não
existirão mais reservas para que se possa recorrer.
Abraham Lincoln já dizia: Não criarás
estabilidade permanente baseada em dinheiro emprestado.
Não evitarás dificuldades financeiras
se gastares mais do que ganhas.
2. Fique ligado na aplicação
de seu dinheiro.
Já dizia um velho ditado:
quem tem, cuida.
O maior interessado em ver seu investimento crescer
é você mesmo. Lembre-se que o dinheiro
é seu e que deixar decisões importantes
sobre o destino de seu capital na mão de outras
pessoas pode ser, no mínimo, delicado. Existem
muitos profissionais que poderão ajudá-lo
a administrar seu patrimônio mas, por mais interesse
que tenham, lembre-se que o dinheiro não é
deles: acompanhe de perto os resultados obtidos. Habituar-se
a acompanhar os seus investimentos o deixará
mais informado sobre as melhores oportunidades do mercado
financeiro e sobre seus direitos como investidor.
3. Não caia na armadilha
dos juros nominais.
Durante muito tempo, os brasileiros
conviveram com altas taxas de juros que davam a ilusão
de grandes ganhos, quando, na verdade, a maior parte
desta taxa era apenas correção monetária
que fazia frente ao monstro inflacionário. Portanto,
fique atento e veja quais são os juros reais
dos investimentos, ou seja, (juros já com o desconto
da inflação). São os juros reais
que representam o ganho verdadeiro nos investimentos.
4. Escolha um indexador como
parâmetro.
Os indexadores ou índices
de preços servem como parâmetro para avaliar
a performance dos investimentos. Por meio dos indexadores
é possível comparar e medir com mais eficiência
a evolução de seu patrimônio. Os
indicadores mais utilizados no Brasil são o IGP-M,
apurado pela Fundação Getúlio Vargas,
e o IPC-FIPE. O importante é adotar um índice
de preços e mantê-lo para não alterar
a base de comparação.
5. Quem não arrisca,
não petisca.
Retornos maiores estão
sempre associados a riscos maiores. O que significa
que se você pretende obter lucros maiores do que
a caderneta de poupança, irá ter que correr
obrigatoriamente algum tipo de risco.
O que deve ser determinado é o nível de
risco que você está disposto a correr com
seu investimento.
6. Não coloque os ovos
numa única cesta.
A diversificação
dos investimentos é uma regra básica para
diluir os riscos e melhorar a performance. O nível
de diversificação dependerá do
tamanho de sua carteira, de seus objetivos de rentabilidade
e de sua percepção de riscos aceitáveis.
Deve-se, porém, tomar cuidado para não
exagerar na diversificação. Se você
possuir uma carteira de ações com mais
de dez ou quinze empresas, estará correndo o
risco de não poder acompanhar de perto, e de
forma consistente, os resultados dos negócios
dela. Também é importante ter critérios
avalizados para a escolha dos ativos.
7. Quem tudo quer, tudo perde.
Investir requer controle e técnica.
Ficar esperando as maiores rentabilidades sem levar
em conta os riscos envolvidos pode ser muito arriscado
e pode por a perder um ganho que já estava garantido.
É melhor um pássaro na mão do que
dois voando. É claro que buscamos sempre os melhores
resultados nos investimentos, mas é necessário
ter cautela e dosar as chances de “prejuízo
versus lucro”.
8. Não se deixe levar
pelas ondas.
O mercado financeiro costuma
apresentar momentos de grande turbulência. Acontecimentos
fora da rotina tendem a afetar o comportamento do mercado
no curto prazo. Entretanto, é sempre bom considerar
que a atividade econômica continua e que, depois
da tempestade, vem a bonança. Agir precipitadamente
representa grande risco. Muitas vezes, a melhor estratégia
é aguardar uma definição mais clara
de tendência e, só então, tomar
uma decisão.
9. Não fique com um
mico na mão.
Não hesite em eliminar
uma posição que se mostra perdedora. Compramos
ações de uma empresa na expectativa de
sua futura valorização. Infelizmente,
em alguns casos, vemos a ação começar
a cair. Muitas vezes, acreditamos que não é
possível que a ação caia ainda
mais e aguardamos uma alta que não acontece;
a ação volta a cair, aumentando progressivamente
as perdas. Em muitos casos, é melhor obter um
pequeno prejuízo, ao reconhecer um erro, do que
carregar uma posição perdedora, deixando
passar outras oportunidades de investimento que poderiam
recuperar as perdas.
10. Habitue-se a poupar.
Disciplina e regularidade são
palavras chaves para formar um bom patrimônio.
É fundamental reservar uma parcela de sua receita
para os investimentos que irão representar sua
segurança e trazer a tranqüilidade financeira.
11. Quanto mais cedo, melhor.
Quanto mais cedo começar
a poupar, pensando em fazer um pé de meia para
o futuro e aposentadoria, mais fácil será
acumular um patrimônio suficiente para garantir
seu padrão de vida quando parar de trabalhar.
Achar que é muito jovem para se preocupar com
a aposentadoria é um erro; quanto mais adiar
esta decisão, menos tempo terá para poupar.
12. Seja perseverante.
Defina com clareza quais são
seus sonhos e ambições e os transforme
em objetivos, definindo prazos e estratégias
para alcançá-los. Somos movidos por motivação;
se temos claro aonde queremos chegar, cada passo dado
é uma vitória e a trajetória se
torna mais fácil e prazerosa.
13. Cuidado com boatos e dicas.
Barbadas costumam sair caras.
Boatos muitas vezes são criados e disseminados
para servirem a interesses de alguns. Aplicar baseando-se
em dicas não dá trabalho nenhum, entretanto,
elas podem ser a maneira mais fácil de você
perder dinheiro. Estas informações sempre
devem ser checadas segundo critérios técnicos.
Quando uma multidão vai para um mesmo lugar,
corre-se o risco de muita gente encontrar uma paisagem
devastada. As oportunidades são identificadas
por quem consegue enxergar novas opções
quando todos estão vendo a mesma coisa.
14. O passado não garante
o futuro.
A rentabilidade passada e o
desempenho histórico dos investimentos não
constitui garantia de desempenho futuro, porém,
é um importante parâmetro no momento de
análise das opções de investimento.
15. Lembre-se da mordida do
leão.
Ao fazer um investimento, é
fundamental levar em conta os custos, taxa e tributos
envolvidos. Muitas vezes, os investidores se atêm
exclusivamente à rentabilidade e se esquecem
de tais aspectos. A CPMF (Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira)
é o primeiro tributo que deve ser considerado.
Incidindo 0,38% sobre todos os saques e transferências
realizados da conta corrente, a CPMF tem um impacto
direto no momento da aplicação, pois o
dinheiro tem que sair da conta-corrente para um fundo
de investimento, uma aplicação em ações,
um CDB. O IOF (Imposto sobre Operações
Financeiras) é outro tributo que deve ser avaliado.
Ele incide sobre os rendimentos dos investimentos de
renda fixa, como fundos de investimento, CDBs, títulos
públicos, debêntures, etc., com saques
de prazos inferiores a 30 dias. Por fim, é importante
considerar a incidência do imposto de renda nas
aplicações. No caso de investimentos de
renda fixa, a taxa é de 20% sobre o valor do
rendimento, enquanto nas aplicações de
renda variável, a taxa é de 10%.
Vale a pena lembrar das taxas de administração
cobradas pelos fundos de investimento, que variam de
instituição para instituição,
e das taxas de performance cobradas em alguns casos.
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