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50 anos com as coelhinhas...Ninguém fazia sexo antes da Playboy. Nós o inventamos", afirma seu criador
"Playboy" completa 50 anos e tenta se reiventar para a nova geração
- » Veja os fatos marcantes da revista
- Por Marc Lavine LOS ANGELES, 2 dez (AFP) - "As três grandes invenções da civilização foram o fogo, a roda e a Playboy", afirma Hugh Hefner, vestido com um elegante robe de seda. "Ninguém fazia sexo antes da Playboy. Nós o inventamos", declarou, despido de modéstia.
- Cinqüenta anos depois de seu lançamento escandalizar o mundo, a Playboy, um ícone da cultura pop, tenta reinventar sua imagem para uma nova geração de hedonistas.
- Depois de nascer na mesa da cozinha de Hefner, que agora tem 77 anos, a idéia da Playboy se tornou um império comercial e uma das marcas mais famosas do planeta.
- Com suas famosas fotos centrais como bandeira, a revista passou de algo que era considerado indecente para o status de publicação glamourosa, que já exibiu em suas páginas estrelas nuas como Sharon Stone, Cindy Crawford e Kim Basinger.
- Em um ataque ao que considerava um puritanismo hipócrita do pós-guerra, o ex-redator publicitário lançou a Playboy em dezembro de 1953 com a foto de Marilyn Monroe nua, sua primeira 'Playmate'.
- "Não coloquei a data no primeiro exemplar porque não sabia se existiria um segundo", disse Hefner à AFP na mansão gótica da Playboy, em Los Angeles.
- Lançada como uma revista de estilo de vida sofisticado para homens, o número inaugural foi financiado com 8.000 dólares que Hefner conseguiu com familiares e amigos. "Nunca poderia imaginar o que viria a acontecer depois", afirma.
- Os homens responderam positivamente à revista e esgotaram a tiragem de 50.
- 000 cópias.
- Como comerciante com ótimo instinto que era, Hefner percebeu que havia descoberto uma mina de ouro de jovens solteiros que buscavam uma forma de vida mais picante.
- Ele vendeu seu sonho com uma explosiva combinação de artigos de escritores famosos, quadrinhos criativos e fotografias de belas mulheres seminuas.
- "Não concebi a Playboy como uma revista sexual. A concebi como uma revista de variedades na qual o sexo seria incorporado como uma de suas partes", diz. "O que dissemos, de maneira muito simples, é que o sexo é bom, que as garotas também gostam de sexo", acrescenta.
- Essa mensagem foi transmitida por todo os Estados Unidos através do agora tradicional logotipo da cabeça de coelho. Ao lado do surgimento da pílula anticoncepcional nos anos 60, a Playboy ajudou a transformar a sociedade ocidental.
- "Nós criamos a fagulha do que se tornou a revolução sexual, que chegou a todo vapor em meados dos anos 60", afirma Hefner.
- Sem nenhuma concorrência real, a revista transformou Hefner numa celebridade internacional. Ele lançou um programa de televisão, inaugurou o primeiro de seus clubes Playboy e comprou a primeira mansão da revista em Chicago, sua cidade natal.
- "Literalmente saí do escritório e comecei a viver a vida. Virei o Mr. Playboy", conta.
- O império de Hefner cresceu nos anos 70, quando lançou a primeira edição internacional da revista, na Alemanha. Nessa década, as vendas globais chegaram a sete milhões de exemplares.
- Por outro lado, a Playboy começou a enfrentar uma grande concorrência de revistas como a Penthouse ou a Hustler de Larry Flynt, que passaram a roubar público com fotos mais explícitas, no que Hefner classificou de "guerra púbica".
- Hefner diz que não fica incomodado com as revistas que fizeram sua provocativa publicação parecer mais puritana.
- "O que você consegue com qualquer tipo de liberdade é uma certa dose de excesso", diz. "Pode não ser de meu gosto particular, mas há espaço para a pornografia dura".
- Também rejeita as acusações de feministas que dizem que ele menosprezou as mulheres. "O fato é que as mulheres em todo o mundo abraçaram a coelhinha da Playboy como um símbolo de poder e liberdade sexual", afirma.
- Depois de uma crise nos negócios e da forte ofensiva nos Estados Unidos contra a indústria para adultos nos anos 80, que significou o ponto mais baixo da carreira de Hefner, a Playboy começou a recuperar parte de sua glória na década de 90.
- Apesar de ainda ser a revista para homens mais vendida, com quase cinco milhões de cópias vendidas em todo o mundo, a empresa quase não registra lucro.
- Sob o comando da filha de Hefner, Christie, a Playboy está alcançando uma nova geração com a imagem de Hefner, os negócios da internet, televisão, jogos e produtos.
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