|
Próximo papa pode ser da América Latina
- O debilitado estado de saúde do papa João Paulo II suscita a cada dia novas especulações sobre seu sucessor. A escolha de um papa latino-americano, continente que abriga quase a metade dos católicos de todo o mundo, começa a ser defendida entre cardeais e teólogos.
- Nesta quarta-feira, o cardeal hondurenho Oscar Rodríguez Madariaga, 60, arcebispo de Tegucigalpa, afirmou que "chegou o momento" para que o mais importante líder católico venha da América Latina. "Chegou o momento de se tomar uma iniciativa para terminar com o abismo norte-sul."
- Analistas que defendem a escolha, como o sociológo canadense Ted Hewitt, especializado no estudo de religiões, afirmam que o próximo papa deve mesmo vir de um país menos favorecido. "É muito provável que o substituto de João Paulo II venha de um país em desenvolvimento. E, dentro dessa possibilidade, a lógica é que ele venha do Brasil, já que é o país com mais católicos do mundo em desenvolvimento", disse Hewitt à rede inglesa BBC.
- Em 1978¸ um dos nomes mais cotados para assumir o papado foi o brasileiro dom Aluísio Lorscheider, arcebispo de Aparecida do Norte. As cinco pontes de safena do religioso contaram contra a sua eleição, mas ele ainda é um grande articulador, cujas opiniões são bastante respeitadas, e poderia angariar votos para um latino-americano.
- Entretanto, as apostas sobre a nacionalidade do novo papa ainda estão divididas. Muitos acreditam que o novo papa pode ser asiático, como forma de expandir o catolicismo pelo continente. Alguns religiosos, ao contrário, acham que o papado deve voltar às mãos dos italianos. João Paulo II foi o primeiro papa não italiano em 450 anos. O colégio Cardenalício, de onde poderá sair o sucessor, é composto por 194 integrantes. Do total, 135 podem votar na eleição do próximo papa - só votam os que têm menos de 80 anos.
- Cerimônia do Anel - Os 31 novos cardeais da Igreja Católica participaram nesta quarta da "cerimônia do anel", no Vaticano. Depois de ganhar das mãos do papa os tradicionais chapéus vermelhos, nesta terça, em cerimônia na Praça de São Pedro, os cardeais participaram da missa de quarta para que recebessem seus anéis de 'príncipes' da Igreja das mãos do papa. Durante a cerimônia, que durou cerca de duas horas, João Paulo 2º - com o rosto quase sem expressão - permaneceu a maior parte do tempo em silêncio.
|