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Grupo liderado pelo Brasil muda relações entre países ricos e pobres
O documento que encerrará neste domingo os cinco dias de negociações travadas por 146 países na 5a Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancún, no México, não deverá apresentar grandes avanços na questão agrícola, como gostariam os países em desenvolvimento, mas certamente o encontro revelou uma alteração no jogo de forças entre países ricos e pobres, estes reunidos no Grupo dos 22 (G-22), liderado pelo Brasil. A atuação firme do G-22, com forte influência da postura brasileira de colocar os avanços na área agrícola como precondição para outros pontos de negociação, acabou gerando reação dos países desenvolvidos, na tentativa de rachar o grupo. O primeiro contra-ataque buscou desqualificar o G-22. A seguir, estados Unidos e Europa passaram a pressionar os países que compõem o grupo ou simpatizam com suas posições, mas tentam, ao mesmo tempo, fechar acordos de livre comércio com ambos.
Fonte(s): Correio do Povo
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