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MATERIA
JORNAL A HORA DE BASTOS Agosto de 2.002 "GoldenDream forma
parceria com Samitur em Bastos -SP "
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Empresa é especializada em restituição de IR a
dekasseguis
Golden Dream consegue restituição do IR japonês em
90% dos casos
A maioria não sabe, mas o fato é que é possível
aos dekasseguis que trabalham no Japão conseguir a restituição
do Imposto de Renda japonês, o Shotuku-zei, que incide mensalmente
sobre o salário bruto do trabalhador. Quem avisa é Akira
Sano, proprietário da empresa Golden Dream International, que há
dois anos presta serviços a dekasseguis que voltam ao Brasil.
Passados cinco anos do período trabalhado, o dekassegui perde direito
à restituição do Imposto de Renda japonês.
Portanto, quem trabalhou em 97 tem até o próximo mês
de dezembro para dar entrada ao recurso destinado ao recebimento do benefício.
Para reivindicar a restituição, é preciso que o dekassegui
tenha disponível uma série de documentos que comprovem seu
trabalho no Japão.
Segundo Akira Sano, 90% dos que solicitam a restituição
obtêm êxito. O processo demora, em média, 90 dias.
Em alguns casos, entretanto, quando falta algum documento, a demora pode
chegar a seis meses. Sano explica que, dependendo do documento, é
possível obter a segunda via no Japão. O caso mais difícil
de ser solucionado é quando o dekassegui não tem comprovante
de residência (conta de água, luz, telefone ou correspondência
que indique o endereço residencial no Japão). “Muita
gente joga fora esses comprovantes quando volta ao Brasil, mas é
importante guardá-los”, alerta.
O empresário cobra 30% do imposto recebido e ressalta que, caso
o recurso do dekassegui não seja aprovado pela Receita Federal
do Japão, isenta o trabalhador do pagamento pelos serviços.
“A cobrança só é feita após o recebimento
da restituição”, garante. A Golden Dream International
só atende clientes com direito a restituição de IR
correspondente a seis meses trabalhados no Japão, no mínimo.
Em média, segundo ele, o valor a ser restituído por ano
trabalhado é de US$ 1 mil (R$ 3.000) para homens e de US$ 700 (R$
2.100) para mulheres. A diferença deve-se ao fato de os salários
dos homens serem superiores aos das mulheres.
Previdenciário
Akira Sano salienta que, além do Imposto de Renda, é possível
ao dekassegui requerer a restituição do Imposto Previdenciário
(Koussei Nenkin), mas neste caso, o prazo para reivindicar o pagamento
é de no máximo dois anos após o período trabalhado.
Segundo ele, o valor da restituição atinge 80% do valor
do Imposto Previdenciário pago no Japão. Nem todos os dekasseguis
contribuem porque este tributo é pago só a quem vai se aposentar
no Japão. Ainda assim, de acordo com o empresário, algumas
empresas embutem o imposto no seguro social, descontado no holerite do
trabalhador. “Se o valor do seguro é maior do que o normal,
significa que o imposto previdenciário foi descontado. Neste caso,
é possível requerer a restituição do tributo”,
frisa.
Os interessados em mais informações devem entrar com contato
com a Golden Dream, que fica em Santa Cruz do Rio Pardo – SP, pelo
telefone (14) 372-1924 ou na Samitur, em Bastos, pelo telefone 445-1182.
Golden Dream firma parceria com Samitur
A Golden Dream International tem parceiros em diversas cidades brasileiras
na prestação de serviços de restituição
de Imposto de Renda e Imposto Previdenciário do Japão para
dekasseguis. E em Bastos acaba de firmar parceria com a Samitur, do empresário
Shiouzi Mizuma.
Akira Sano destaca que “a ação conjunta com a Samitur
proporcionará maior eficiência no serviço de solicitação
de restituição de tributos japoneses aos dekasseguis de
Bastos”. Ainda segundo ele, Shiouzi Mizuma já tem disponível
a relação de todos os documentos necessários para
que o trabalhador requeira esse benefício”.
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